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Ajustes facilitam acesso para a revista Exu: um Desagravo

Após o lançamento, a revista eletrônica Flor de Dendê recebeu alguns ajustes para facilitar a navegação em seu conteúdo que, nesse primeiro número faz uma homenagem ao senhor do movimento com o especial intitulado Exu, um desagravo. Para acessá-la,  é só clicar no ícone em que a capa aparece, na coluna à direita do site. Em seguida, siga as instruções de navegação que, agora,  permite folhear digitalmente as páginas como acontece com as publicações em papel.

 

A revista  (clique aqui para ir diretamente) é o coração do projeto Flor de Dendê. Ela tem periodicidade trimestral e vai trazer, a cada número, reportagens multimídia com áudios, vídeos e outras linguagens sobre diversos aspectos da cultura afro-sertaneja.  O design e as fotografias são de Ludmila Cunha. A programação eletrônica foi realizada por  Vinicius Vieira, da TamburiPro Desenvolvimento Web.

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Informação

A publicação apresenta o universo sobre Exu por meio de temas variados. É com base no  repertório do culto a essa divindade que a chef Angélica Moreira, por exemplo, ensina como preparar um suculento xinxim de galo para comer com pirão de água, pimenta e aos que se arriscam a sabores mais fortes uma cachacinha pra “rebater” como se diz no sertão baiano.

Outra opção: um corte nobre de carne vermelha com purê de inhame, tapioca e um molho bem apimentado indicados pelo chef Matheus Almeida.  Os detalhes dessa história estão no texto “Homenagem via o prazer do paladar”, assinada por Meire Oliveira.

Além da matéria sobre gastronomia, o conteúdo traz um passeio pelo entendimento sobre Exu na cultura de povos africanos que deram origem à herança afro-brasileira. São abordadas as ressignificações  acontecidas no Brasil e que sustentam o seu culto no candomblé e na umbanda em textos assinados por Cleidiana Ramos.

Em Exu, a origem é possível conferir, além do texto, um áudio em que o antropólogo Ordep Serra narra um mito de origem iorubá que mostra o importante papel que essa divindade ocupa na narrativa sobre a criação do mundo. Já o doté Amilton Costa canta uma canção para lembrar que Légba, como Exu é  chamado na tradição herdada dos povos jeje,  é um vodum, ou seja, uma divindade como as outras.

Multiplicidade

A diversidade de entendimentos sobre Exu, inclusive sobre aqueles que são os seus filhos como é o caso do vendedor Vítor Cristano e as interpretações a partir do repertório inspirados nele,  presentes nas artes plásticas, cinema e música compõem a matéria central da revista intitulada “Os 7 lados da moeda”, assinada por Meire Oliveira e Susana Rebouças.  Além do texto, é possível conferir vídeos de homenagens a Exu.

Dois perfis completam o primeiro número da revista Flor de Dendê: um é o do ator Sérgio Laurentino, que, consagrado a Exu, já o interpretou em peças e filmes. O outro é o do doutor em antropologia Roberto Albergaria, falecido em julho do ano passado e que mantinha uma  coleção de estatuetas de padilhas, a  forma de representação feminina, na umbanda, da energia ligada ao senhor do movimento.

Temos ainda um anúncio agradecendo a todos que participaram da nossa vaquinha online e que, gentilmente colaboraram para que começássemos esse projeto. O próximo número da revista sai em dezembro. Enquanto ela está sendo preparada, estamos oferecendo atualizações constantes sobre assuntos variados da cultura afro-sertaneja em nosso site.

 

 

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Escritor

Nasci em Cachoeira no recôncavo; cresci em Iaçu na Chapada Diamantina e há 24 anos vivo em Salvador. Transito, portanto, em três das áreas mais charmosas da Bahia. Sou jornalista, mestra em estudos étnicos e africanos e doutoranda em antropologia.

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