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Confraria das Rainhas cria grupo de pesquisa

Divulgação

Como é bom ver a gente tomando as rédeas do nosso desenvolvimento. Nessa sintonia, todo mundo está convidado para o lançamento do Projeto Gedar- Grupo de Estudos em Dança das Rainhas dos Blocos Afros, hoje, às 17h, na sede da Didá, localizada na rua Gregório de Mattos, 19/21, Pelourinho. O evento é gratuito e aberto ao público.

A iniciativa da Confraria das Rainhas que é formada por sete pesquisadoras acadêmicas que foram deusas e rainhas eleitas em concursos realizados por blocos afros de Salvador. O financiamento do Gedar é por meio do edital setorial de Dança, edição 2016, da Secretaria de cultura do Estado da Bahia (Secult).

A proposta é fortalecer mulheres, a partir da reconstrução do ser rainha. Assim, vão promover oficinas de qualificação em economia criativa, economia solidária, de programação neurolinguística, de dança, de oratória, de elaboração de projetos e captação de recursos.

“Queremos fornecer ferramentas de garantia da autogestão e autonomia financeira das mulheres priorizando as negras e afro descendentes. Queremos trabalhar partindo do cotidiano  mulheres que são provedoras da suaprópria vida e família. São as candaces da contemporaneidade, como nós. Mostrar como esses títulos que adquirimos com a dança reverberam no nosso cotidiano, na nossa postura, na nossa fala, nos espaços que ocupamos, nas nossas decisões. Cada uma em sua área de atuação. Se é possível para nós, outras mulheres também podem”, explicou a presidente da Confraria das Rainhas, a doutoranda em Desenvolvimento e Meio Ambiente Sueli Conceição.

Sem demora para agir, a Confraria das Rainhas já tem outra ação programada para o próximo dia 10. Oficinas de corpo e dança, valorizando a autoestima em função das comemorações no mês de março pelo Dia da Mulher, serão ministradas na Escola Municipal Hildete Lomanto, no bairro do Garcia. Parceria do grupo com outras instituições pode ser solicitada pelo email:institutogedar@gmail.com

A ideia da Confraria das Rainhas surgiu a partir do trabalho da mestre em Dança, Vânia Oliveira, autora de “Ara-Ìtàn: a dança de uma rainha, de um carnaval e de uma mulher…” que aborda, entre outros aspectos, como a dança se apresenta como elemento de empoderamento e transformação a partir de experiências de rainhas de blocos afros.

“Ela fala do corpo da mulher negra, do trabalho no cotidiano, como é a visão âmbito acadêmico. Fala muito da dança de rainha e como isso implica na vida dessas mulheres. E sete, das nove que ela entrevistou no trabalho, são educadoras. Então pensamos em como construir uma metodologia para inserir esse conhecimento na academia, como fomentar estudos, pesquisas, livros. A academia não fala disso”, contou a presidente,Sueli Conceição.

Além das sete pesquisadoras da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) e da Universidade Federal da Bahia (Ufba),  o grupo conta com vinte colaboradoras.

Integrantes da Confraria das Rainhas

Vânia Oliveira – mestra em dança, Rainha do Malê
Gisele Matamba – do Instituto Matamba, Deusa do Ébano de 2010
Daiana Ribeiro – nutricionista, Deusa do Ébano de 2013
Lucimar Cerqueira – licenciatura em Dança, Deusa do Ébano de 2011
Alexandra Amorim – mestra em dança, Deusa do Ébano 2015
Jedjane Mirtes – educadora física, Negra Malê 2015
Sueli Conceição – doutoranda em Desenvolvimento e Meio Ambiente, Deusa do Ébano de 1999
Cláudia Mattos – pedagoga, Rainha Muzenza

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Escritor

Soteropolitana até não poder mais, filha de Oxoguian e chocólatra. De formação, sou jornalista pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e especialista em Jornalismo Contemporâneo.

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