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Moradora de Itapuã é a Deusa do Ébano 2017

Arquivo Pessoal

“(…)
Tá aí o Ilê, tá aí o Ilê
Foi classificada sendo a mais votada
A DEUSA é você…”
A  professora de dança Gisele Santos Soares, 24 anos, irá comandar o bloco afro Ilê Aiyê ao longo deste ano.  A escolha ocorreu, no início da madrugada de hoje, durante a realização da 38ª Noite da Beleza Negra do Ilê Aiyê. A auxiliar administrativa Suana Émile Góis de Jesus, 24, e a recepcionista Juliana da Silva Conceição, 29 anos, são as princesas que alcançaram o 2º e o 3º lugar , respectivamente.

A estreia ocorrerá no sábado de carnaval quando ela  guiará os passos de seus súditos pelas ruas da liberdade.  Gisele mora em Itapuã e está realizando o sonho das mulheres da família que sempre quiseram ocupar o posto mais alto do Ilê, mas nunca chegaram a encarar a seleção. ” O título fortalece nossa afirmação e luta contra o racismo, traz representatividade. O preparo de Gisele foi intenso e envolveu condicionamento físico, além de ritos religiosos.

Ao anunciar que iria enfrentar o desafio, ela também contou com ajuda de diversos amigos na confecção da roupa, acessórios e nos ensaios de dança. ” Qualquer uma que ganhe, vai representar da melhor forma”, disse ela na época da penúltima seleção quado ficou entre as 15 candidatas.  E a melhor forma escolhida foi a dela.

Parabéns, Gisele e feliz reinado!

Suana Emile Góis de Jesus,24 anos, auxiliar administrativa. Bairro: Santo Antônio Além do Carmo (foto: André Frutuoso)
Sempre assistiu ao concurso, mas a antiga moradora da Liberdade  tinha vergonha por conta do seu corpo. “Aí percebi que não tinha isso. Não existe diferença, todas são valorizadas e sem precisar ser rotulada”. A familiaridade com a dança é antiga. Ela integra o grupo residente da Funceb , o Valse D’amor, além da quadrilha Capelinha do Forró. A figurinista que trabalha com ela, vai ajudar na roupa.

Juliana da Silva Conceição,29 anos, recepcionista. Bairro: Acupe de Brotas (foto: André Frutuoso)
Se tornar referência para mulheres e crianças é o sonho de Juliana que está em sua sexta participação no concurso. Gostou da experiência de ser princesa em 2012 e o empoderamento cresceu, além do incentivo de  amigos e familiares. “É mais que um título, é autoafirmação. Nossa dança fala muito, mostra a cultura”. Além do preparo espiritual, ela faz o curso de dança oferecido pelo Ilê na Funceb, um amigo formado em moda faz a roupa. “Venho com mais ousadia, investindo em nova técnicas de evolução e um diferencial na roupa”.

 

 

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Escritor

Soteropolitana até não poder mais, filha de Oxoguian e chocólatra. De formação, sou jornalista pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e especialista em Jornalismo Contemporâneo.

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Valdeck Almeida de Jesus

Merecido título

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