Agua de Chocalho,

Racismo e sexismo em debate no MP da Bahia

Cleidiana Ramos

Na foto em destaque, a promotora de justiça Lívia Sant´Anna Vaz, que coordena setores do MP-BA especializado no combate às desigualdades

Fotos: Divulgação

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) se une às jornadas de ênfase ao combate e racismo e o sexismo já conhecidas como Julho das Pretas e realiza o II Seminário Biopolítica e Mulheres Negras, na próxima quinta-feira, 27, das 8 às 18 horas. Uma conferência da educadora e escritora Ana Célia da Silva abre a programação com a apresentação do tema Mulher Negra e autoestima.

Professora Ana Célia da Silva faz a conferência de abertura

O evento, realizado na sede do MP da Rua João Angélica, bairro de Nazaré,  é promovido pelo Grupo de Atuação Especial em Defesa da Mulher e da População LGBT (Gedem),  Grupo de Proteção dos Direitos Humanos e Combate à Discriminação (GEDHDIS), coordenados pela promotora de justiça Lívia Sant´Anna Vaz, e pelo Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos (CAODH), coordenado pela promotora de justiça Márcia Teixeira.

A programação segue durante o dia com debates como o que vai abordar comunicação e racismo nas redes sociais, que terá a minha participação e das jornalistas Vânia Dias e Rita Batista com a mediação da promotora Lívia Sant´Anna. À tarde o tema abordado será o  racismo institucional com o sistema de justiça como foco sob a análise da desembargadora Neuza Maria Alves da Silva, da atriz e youtuber Kênia Maria e da advogada Luciene Nascimento. A mediação será feita pela servidora do Gedem, Marli Mateus.

À noite, a jornalista Maíra Azevedo (Tia Má) vai debater resistência negra nos canais de mídia ao lado da promotora de moda Luma Nascimento e da cantora Will Carvalho com mediação da jornalista Jamile Menezes,do portal Soteropreta. Tem ainda intervenção cultural do Projeto Axé, Grupo de Teatro da Polícia Militar, grafite com Bia Cristine, além de apresentações do Coletivo Zeferinas e da grife Negrif.

Reforço

A atuação do Ministério Público, principalmente por meio dos grupos especializados, como os coordenados pela promotora Lívia Sant´Anna, tem sido um importante instrumento no combate ao racismo, intolerância religiosa e de outras formas de discriminação e preconceito na Bahia. Essa ação, iniciada com o hoje desembargador Lidivaldo Brito, foi fundamental para frear crimes contra a liberdade religiosa praticados inclusive por canais midiáticos.

Daí que eventos como esse reforçam a esperança de apoio à prática de cidadania em instituições de acesso à justiça que, historicamente, são considerados pelo senso comum e às vezes na prática como  fechados ou de difícil acesso aos segmentos mais oprimidos da sociedade brasileira. Ocupar os espaços que são oferecidos nestas instituições é essencial para fortalecer a ainda árdua luta contra o racismo, sexismo, homofobia, lesbofobia e outros ataques às bases da dignidade humana.

Confira a programação detalhada:

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Escritor

Nasci em Cachoeira no recôncavo; cresci em Iaçu na Chapada Diamantina e há 24 anos vivo em Salvador. Transito, portanto, em três das áreas mais charmosas da Bahia. Sou jornalista, doutora em antropologia e mestra em estudos étnicos e africanos.

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Noé bispo

Excelente evento!! Temas importantes que a sociedade precisa debater!!

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