Àdàpò,

Unir para fortalecer

Foto: Graham Soult /Divulgação
Ela é imponente e exuberante. Precisa de luz intensa e temperatura quente para florir. Nesse ambiente irá florescer o ano inteiro. No universo das flores, a Dália amarela tem o significado de união recíproca.
Em sintonia com essa representação, nasce o Àdàpò, que na tradução do Dicionário yorubá-português (José Beniste) significa o ato de unir, pacto e aliança entre as pessoas.
E é assim que ele pretende ser. Como um espaço participativo para falar sobre assuntos do nosso interesse. Tudo que for associado à nossa identidade cultural.
Como somos múltiplos na essência e capazes de, inclusive, ressignificar algo para que fique com a nossa cara, é infinita a quantidades de assuntos que poderemos tratar por aqui.
A explicação para justificar a abertura desse leque de possibilidades vem da minha formação. Há 13 anos como repórter de primeiro caderno, tive que me adaptar a escrever sobre tudo. Adquirimos uma “especialidade” a cada dia que vai na direção do que nos foi orientado pela pauta ou pela nossa sensibilidade que desperta a vontade de explorar e comunicar o que nos toca.
Claro que determinadas questões acabam, por afinidade, dando mais prazer ao escrever ou direcionando nossos sentidos no momento de intuir o tema de uma pauta. Sendo assim, moda, saúde, beleza, música, literatura – arte de uma forma geral– e culinária são exemplos de temas que não esgotam dentro do propósito de focar a temática afro. O canal de troca de experiências e sugestões sobre o que merece ser publicado estará sempre aberto.
Nesse contexto, voltando ao termo que deu nome ao blog, sempre acreditei em resultados que são fruto de esforço coletivo. E conto com a colaboração de vocês para fomentar essa prática do fazer em grupo que integra nossa herança cultural. Característica que atravessou o atlântico protegendo e fortalecendo tudo o que hoje nos une e entendemos como nosso.
Com ambiente propício, nossa Dália irá florescer o ano inteiro.
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Escritor

Soteropolitana até não poder mais, filha de Oxoguian e chocólatra. De formação, sou jornalista pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e especialista em Jornalismo Contemporâneo.

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